terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

CLAMOR PELO BRASIL

2 Crônicas 7:14 - se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra.
Deus pode mudar o estado caótico desta nação!
A oração é a base para a mudança!
Se você ama esta nação e deseja vê-la transformada, atenda esta convocação!
Você vai ver e viver numa nação abençoada e justa com seus filhos!

domingo, 12 de fevereiro de 2017

DÍZIMO - HONRANDO A DEUS COM A PRIMEIRA FATIA DO BOLO


É uma prática muito comum em festas de aniversário dar a primeira fatia do bolo para uma pessoa muito especial. 
Quando esta recebe o primeiro pedaço do bolo ela se sente honrada, afinal isso é um reconhecimento de seu valor. 
Imagine por um momento, se a pessoa for a doadora do bolo! Creio que ela, é digna de ser honrada com o primeiro pedaço!
Pois bem, Deus nos tem dado vida, saúde, inteligência, forças, etc... para trabalharmos e ganhamos o nosso salário dignamente.
Tudo é Dele, tudo vem Dele, como disse davi em I Crônicas 29:14b "... Porque tudo vem de Ti, e do que é teu to damos."
Dízimo não se paga, dízimo a gente devolve em sinal de reconhecimento! 
Quando somos dizimista fiéis, honramos o Deus que nos tem sustentado. 
É uma prática que começou no Antigo Testamento e foi confirmada pelo próprio Jesus em Mateus 23:23, onde ele fala aos Fariseus "não omitirem o dízimo"!
Muitas pessoas se enganam redondamente ao achar que o dízimo é apenas dez por cento de toda a renda. 
Dízimos não são apenas dez por cento, mas, os primeiros dez por cento, afinal não é uma questão de dinheiro, mesmo porque Deus já é o dono do ouro e da prata, e sim uma questão de reconhecimento, tal como a primeira fatia de bolo dada a alguém querido; Provérbios 3:9-10 é bem claro quando ensina: " ... honra a Deus com as PRIMÍCIAS de toda a tua renda."
Além disso os dízimos é que proporciona a manutenção da  casa do tesouro (Malaquias 3:6-10)
Quando não se devolve o dízimo a pessoa está roubando a Deus, não no sentido de dinheiro, mas no sentido de roubar sua Glória (Malaquias 3:6 em diante), é como se estivesse roubando a coroa do Rei, Suas honras máximas, Seu reconhecimento.
Quem rouba a Deus colhe exatamente o que planta, na realidade, rouba de si mesmo, afinal de contas, fica fora das promessas de Deus aos fiéis. 
Quem é fiel colhe os frutos da fidelidade (Levítico 26:13), quem é infiel colhe os frutos da infidelidade (Levítico 26:14 até o final do capítulo 27).
O que você tem feito com o dízimo do Senhor? Tem entregue na casa do tesouro (Igreja), ou tem retido ou ignorado?
Você tem dado a honra a Deus de receber o primeiro pedaço de bolo que Ele mesmo te presenteou ou, depois de receber Dele, tem deixado de honrá-lo?

Faça um teste, devolva os primeiros dez por cento de toda a sua renda a Deus e eu duvido que Deus não vá honrá-lo (a) como promete. 

Deus não vende benção, mas Ele honra aos que O honram e o dizimar é uma questão de dar honra de Deus.

"...porque aos que me honram honrarei, porém os que me desprezam serão desmerecidos."  I Samuel 2:20b 

Quem crê obedece e colhe os frutos da sua obediência, quem não crê e não obedece vive à margem das promessas para os fiéis!

Profetizo que, a partir de hoje, você será um(a) dizimista fiel a Deus, em nome de Jesus!

Rev. Ednaldo Breves e Família

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

DEUS NÃO FAZ ACEPÇÃO DE PESSOAS - O PARALÍTICO EM CAFARNAUM

(Mensagem pregada em 05 de fevereiro de 2017 na Igreja Metodista em São Pedro, pelo Rev. Ednaldo Breves)

TEXTOS: Lucas 5:17 a 26 – Romanos 2:11 (Deus trata a todos com igualdade.)

INTRODUÇÃO:
§        Em várias passagens da Bíblia, vemos a afirmação que Deus não faz acepção, diferença, de pessoas.
§        Na versão Linguagem de Hoje, diz que Deus trata a todos com igualdade.
§        É óbvio que o julgamento de Deus é pessoal e individual, levando-se em conta a vida e a história de cada um.
§        No entanto, o amor e a misericórdia de Deus não exclui ninguém.
§     E, relendo a Bíblia novamente, começando, desta vez, pelo Novo Testamento, me deparei com a passagem que lemos e gostaria e passar para vocês o que Deus ministrou em meu coração neste últimos dias sobre este texto.
§        É a história da CURA DE UM PARALÍTICO EM CAFARNAUM!

DESENVOLVIMENTO:
§     Podemos dizer, pelos Evangelhos, que, desde que nasceu, Jesus viveu certo tempo em pelo menos 4 lugares: Belém, Egito, Nazaré e, por fim Cafarnaum.
§  Quando Jesus soube da prisão de seu primo João, deixou Nazaré e foi morar em Cafarnaum. 
§        A cidade se situava a Noroeste do Mar da Galiléia.
§   Seu nome é proveniente do hebraico Kephar Nahüm – Kephar = (Vila); Naum = (consolo). “Vila de Consolo”
§        Era sede de coletores de impostos, e a presença de um centurião ali (Mt 8: 5 e Lc 7: 2), pode ter significado que havia nela um posto militar romano.
§        Jesus a condenou várias vezes pela falta de fé.
§     A bíblia diz que na casa onde Jesus estava (Possivelmente a Casa de Simão Pedro), se achegaram, além do Povão, os fariseus, saduceus e escribas (Lc 5: 7).
§   Os ESCRIBAS, do hebraico Sõpherïm, também chamados doutores ou mestres da lei, eram técnicos no estudo da lei de Moisés (Torah).
§        Tinham tríplice função:
o  a) Preservavam a lei. Eram estudiosos profissionais dela, seus guardiões e copiavam, muitas vezes, os manuscritos. 
o     b) Tinham discípulos e faziam conferências no templo. 
o    c) Eram chamados doutores da lei e mestres da lei, por serem juízes do Sinédrio.
§        Pertenciam ao partido dos fariseus, mas como um corpo, eram distintos deles.
§        Os FARISEUS controlavam a religião do Estado. Eram peritos em religião. 
§        Queriam atingir os fins espirituais por meios políticos e nunca deixavam de pensar no interesse público.
§        Acreditavam que a lei oral existia e era tão autorizada e inspirada por Deus quanto a Torah ou lei escrita.
§        Era um partido religioso judeu que se caracterizava pela oposição aos outros, fugindo-lhes do contato e pela observância exageradamente rigorosa das prescrições legais e das tradições que eles haviam estabelecido.
§        Eram hipócritas aparentando uma santidade que não tinham.
§        Os SADUCEUS opunham-se aos ensinos de Jesus e dos fariseus.
§        Detinham o poder político no Sinédrio e negavam a ressurreição, anjos e espíritos.
§        Suas feridas: orgulho, legalismo, hipocrisia e incredulidade.
§        Portanto, Jesus estava diante de uma “tríplice oposição” política e religiosa.
§        Ele estava fazendo, a princípio, algo arriscado: ensinava a palavra de Deus, não só ao povo como também a quem já se achava bastante entendido nela;
§        Eles estavam todos à Sua volta: fariseus, saduceus e escribas, não para aprender, mas para contender e discutir.
§   Isso fazia como que uma muralha na frente daqueles que precisavam verdadeiramente da cura, pois não se sentiam livres para fazer perguntas ou para tocarem em Jesus e para receberem o Seu consolo;
§     Os poderosos tinham prioridade e, espiritualmente, estavam erguendo uma barreira ao entendimento daqueles que necessitavam de luz.
§   Provavelmente, a multidão se comprimia como podia atrás deles e ao redor da casa, procurando ouvir Jesus, por isso o paralítico não tinha nenhuma chance de se aproximar. 
§        A bíblia fala que ele tentou se aproximar, mas não conseguiu por causa dos curiosos (aqui representados pela multidão) e por causa dos religiosos, que procuravam ter a atenção integral de Jesus para discutir o que não tinha interesse algum (teologia vazia).
§        O paralítico deve ter chamado seus amigos e conhecidos para fazê-lo chegar ao Mestre da maneira que fosse.
§    Podemos imaginar o desespero deste homem ao se aproximar da casa e não ver uma possibilidade sequer de ver o Senhor.
§        Deve ter gritado e implorado para que o ajudassem a ser curado.
§        O evangelho diz que, então, os quatro homens que o tinham levado até ali, possivelmente os amigos mais íntimos, subiram no telhado da casa e fizeram uma abertura bem sobre o lugar onde Jesus estava pregando para poder colocar o paralítico frente a frente com o Senhor da cura. 
§        As casas na época de Jesus não tinham muita dificuldade de serem abertas pelo teto, pois este era comumente feito de uma camada grossa de barro, espalhado por cima de uma coberta de juncos apoiada sobre traves.
§        Este ato, por si só já deve ter interrompido a discussão entre Jesus e os mestres da lei, pois algum barulho foi feito.
§        Jesus esperou para que o descessem e os fariseus, saduceus e escribas devem ter achado um desrespeito serem interrompidos em algo “tão importante”.
§        Mas Jesus estava ali para ensinar a verdade e curar os doentes, por isso deve ter se alegrado com o que via: ousadia para interromper o que na verdade não tinha importância alguma, a fim de liberar o poder de Deus para realizar o que tinha vindo fazer ali.
§    Aprendemos com os 4 amigos do paralíticos que, quando precisamos demais de uma bênção e não estamos conseguindo vencer as barreiras espirituais sozinhos, precisamos de intercessores que nos abram caminho até o trono de Deus, onde estão a nossa salvação e a nossa cura.
§         “Vendo-lhes a fé, Jesus lhe disse: Filho, os teus pecados estão perdoados”.      
§     A nossa fé, aliada à fé dos que intercedem por nós, gera o milagre derrubando as barreiras da religiosidade que nos impõe regras para falar com Ele e as barreiras dos falsos ensinos que distorcem a simplicidade da Sua Palavra.
§        Jesus viu a fé NELES e se alegrou, pois esse movimento não só interrompeu a barreira da discussão religiosa, como propiciou a liberação da unção de cura que estava sobre Jesus, pronta para ser derramada.
§        É lógico que Jesus sabia que o paralítico viria, mas esperou pelo momento certo para revelar a todos o Seu poder e arruinar a soberba dos mestres da lei.
§        Ele poderia primeiro curar fisicamente o homem, entretanto, perdoou-lhe os pecados antes para mexer com o que estava no coração dos religiosos;
§        Muito provavelmente, Seu ensinamento teórico até aqui não conseguira mudar a maneira dura de pensar deles, por isso, esta era a hora de colocar a teoria em prática.
§        A fé com atitude daqueles homens fez com que Jesus pudesse tocar o coração de todos os presentes.
§     Para isso Jesus começou a tratar com todos: Povo e Líderes religiosos e políticos presentes:
§        O Povo, representado pelo Paralítico, conheceu a cura integral. (Física e Espiritual).
§        Os Escribas, Fariseus, e Saduceus, puderam aprender a rever suas prioridades e rever suas inversões de valores.
§        Para eles a Religião e os Rituais estavam acima da pessoa humana.
§        De vez em quando, acontece conosco, sem que percebamos:
o       Gadareno (Mateus 8:28-33 – Marcos 5:1-14 e Lucas 8:26-39
o       Prá Deus, Pessoas são mais importantes do que coisas!
o       Hoje: Acidente de filho e mãe lamenta o PT do carro!
o       Os 70 discípulos no retorno! (Lucas 10:17 a 20)
o       Jesus nos ensina que A COISA MAIS IMPORTANTE É A NOSSA RELAÇÃO COM DEUS!
o       Jesus curou e ainda cura, Alimentou milhares, acalmou o mar, libertou a muitos, mas, sua prioridade foi e ainda é, NOSSA RELAÇÃO COM DEUS E AS QUESTÕES ETERNAS.

§        MAS, VOLTANDO A HISTÓRIA, quando o paralítico é colocado à frente de Jesus, no meio da sala, Jesus faz a seguinte afirmação: “Perdoados estão os teus pecados!”
§        Os Escribas e fariseus começaram a questionar: Só um pode perdoar pecados, que é Deus!
§        EU VEJO AQUI JESUS DIZENDO AOS ESCRIBAS E FARISEUS: Eu sou o Messias prometido! Tem lugar prá vocês também!
§        No entanto a arrogância do conhecer, arrogância religiosa, a inversão de valores, foi mais importante que a BENÇÃO DO PARALÍTICO – A restauração de sua relação com Deus!
§        Jesus conhecendo-lhes o coração, perguntou-lhes:
§        - O QUE É MAIS FÁCIL DIZER? Estão perdoados os seus pecados ou Levanta-te, toma o teu leito e anda?
§        Ora para que saibais que o “Filho do Homem” – “Messias” tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados, disse ao paralítico: EU TE ORDENO! LEVANTA-TE, TOMA O TEU LEITO E VAI PARA CASA!
§   Imediatamente, o Paralítico se levantou diante de todos e TODOS (Povo, Escribas, Fariseus, saduceus) ficaram atônitos e tiveram que dar glória a Deus!
§        Naquele tempo, acreditava-se que toda doença era conseqüência de pecado!
§    Num certo sentido, na concepção deles, era mais fácil dizer que os pecados estavam perdoados, pois, qualquer um poderia fazer aquilo sem ter que provar se aquilo era verdade ou não!
§        A cura, porém, era mais difícil, pois todos poderiam comprovar IN LOCO! Na hora!
§   O Paralítico foi privilegiado, pois, no fim, Jesus fez as duas coisas: Perdoou os seus pecados e o curou física e espiritualmente!

APRENDO COM ISSO 3 VERDADES, DENTRE MUITAS, DENTRO DO PRINCÍPIO DA IGUALDADE E DA “NÃO ACEPÇÃO DE PESSOAS” POR PARTE DE DEUS:

1.      O AMOR DE DEUS É PARA TODOS OS QUE O BUSCAM! (João 3:16)
§        Ninguém está excluído do amor de Deus!
§        Deus ama a todos e deseja que todos se salvem!
§   No entanto, vida com Deus tem critérios e leis, andar com Deus exige obediência, fidelidade, renúncia, santificação e perseverança!
§   Esse amor não pode ser confundido com COMPLACÊNCIA, Tolerância com o pecado!

2.  A MISERICÓRDIA DE DEUS É PARA TODOS OS QUE O BUSCAM! (Lamentações 3:22)
§        Ninguém, em vida, exceto os que rejeitam, está excluído das misericórdias de Deus!
§        Misericórdia é um atributo de Deus que desvia de nós o mal que merecemos!
§        Não sei o que se passa na tua vida e que tipo de aberração tenha cometido!
§        Se houver arrependimento, pedido de misericórdia para com Deus, você pode até arcar com as conseqüências na justiça dos homens, mas, diante de Deus você se torna uma nova criatura. (2 Cor 5:17)

3.      O JUÍZO DE DEUS É IMPLACÁVEL PARA TODOS! Romanos 14:10-12
§        Todos compareceremos diante do Tribunal de Deus!
§        Todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Jesus Cristo é Senhor!
§        Cada um vai dar contas de si mesmo a Deus!

CONCLUSÃO:
§        De vez em quando o inimigo de Deus vai tentar no fazer pensar que ser íntimos de Deus e ser poderosamente usado por Deus não é para nós e, quando acreditamos, nos gera um bloqueio como se isso fosse verdade! QUEBRE ESSE BLOQUEIO EM NOME DE JESUS! Busque ao Senhor e deixe Deus te usar!
§        De vez em quando o inimigo de Deus vai tentar nos fazer pensar que algumas pessoas nunca irão ser transformadas. São predestinadas pela o inferno! Irrecuperáveis! E quando acreditamos nesta mentira, deixamos de pregar a palavra para elas, destruindo totalmente a possibilidade de libertação (João 8:32 e 36) e de Geração de Fé em Cristo Jesus. (Romanos 10:17)
§        Faça como o Paralítico, vença os obstáculos e vá ao Encontro de Jesus!
§        O Reino de Deus é tomado por esforço e os que se esforçam se apoderam dele! (Mateus 11:12)
§        Não vamos confundir a TEOLOGIA DA GRAÇA COM A TEOLOGIA DO “DE GRAÇA”!

§        Venha e caminhe ao Encontro de Jesus Cristo, E VOCÊ VAI SE SURPREENDER AO PERCEBER QUE QUANDO VOCÊ PENSOU EM IR ATÉ JESUS, ELE JÁ ESTAVA COM TUDO PRONTO PARA TE RECEBER A MUDAR A TUA HISTORIA! (Felipe e Natanael)

Com carinho!

Pr. Ednaldo Breves

domingo, 5 de fevereiro de 2017

TRAIÇÃO... INFIDELIDADE CONJUGAL ... O QUE FAZER?



Creio que este artigo possa contribuir para ajudar muitas mulheres que estejam vivendo este momento tão difícil em suas vidas...

A descoberta de uma traição é o desmoronar de tudo aquilo que dava como certo até aquele momento. A pessoa com quem escolheu partilhar a vida quebrou o pacto do amor, da intimidade e da fidelidade ao envolver-se com uma terceira pessoa. Ao sentimento da incredulidade, junta-se uma dor e uma raiva indescritíveis. Sente-se sozinha, incapaz de perdoar e de voltar a confiar no seu parceiro. Não sabe se vai conseguir percorrer o caminho que se segue. Eis o que deve esperar numa primeira fase:
· O choque inicial. Esta é a fase da incredulidade total – é incapaz de compreender que o seu companheiro esteve física, emocional e intimamente ligado a outra pessoa que não você. Passa os dias a reviver o tempo em que a infidelidade ocorreu, fazendo ligações e tentando perceber como é que não viu o que se estava a passar, como é que não viu que a sua vida se tornou uma mentira. Só lhe apetece “acordar” deste pesadelo.
· Raiva e mais raiva. Lentamente, começa a aperceber-se que não se trata de um pesadelo, é a realidade a cores. Confrontada com esta realidade à qual não consegue fugir, os episódios de choro, de gritos, discussões, agressões e o partir de objetos são comuns – sente-se fora de controlo e é assim que vai agir. Nesta fase pode ainda sentir-se fisicamente doente e incapaz de sair da cama, de ir trabalhar ou de ver e falar com outras pessoas.
·O desejo de vingança. Esta será, provavelmente, a fase mais complicada e onde poderá exprimir a sua raiva de formas muito perigosas, pouco saudáveis ou até mesmo ilegais. A fúria pode cegá-la, impedindo-a de pensar de forma clara e racional, o que pode trazer ao de cima o desejo de vingança. Pode começar a imaginar e a planejar maneiras de se vingar do seu companheiro ou até da pessoa com a qual foi traída. Idéias de como e com quem trair o seu parceiro começam a invadir os seus pensamentos, assim como formas de o magoar pessoal, profissional ou financeiramente. Nesta altura, é preciso pensar que esta é apenas mais uma fase e também esta vai passar. Tomar atitudes baseadas nas emoções e na dor vão provavelmente levá-la a fazer coisas sobre as quais mais tarde vai arrepender-se.
· Dissipar a ira. Esta fase é marcada pelo fim dos episódios violentos e descontrolados, resultando num desgaste emocional onde a dor latente mantém-se. Demasiada cansada e esgotada até para chorar, chegou a altura de tentar uma reconciliação ou então colocar um ponto final na relação. Embora devastada, começa a raciocinar novamente, deixando de pensar na outra mulher e volta as suas atenções para a sua vida, para o seu companheiro e para a forma como vão resolver a situação.

PASSOS PARA A RECONCILIAÇÃO:


Poderá parecer estranho juntar as palavras “infidelidade” e “reconciliação” na mesma frase, mas o certo é que apenas 30% dos casais que enfrentam uma traição acabam por se separar. Ou seja, a esmagadora maioria consegue ultrapassar o adultério e, segundo psiquiatras, terapeutas e investigadores, a relação emerge mais forte do que nunca! Veja como:
1. Recomeçar. Se escolheu o caminho da reconciliação, segue-se uma fase de intensa comunicação com o seu parceiro: toda a verdade terá de vir a tona (não se martirize ao querer saber os detalhes mais sórdidos) e terão de perceber o porquê desta traição. Exija do seu parceiro total honestidade, que cesse todo e qualquer contato com a outra mulher (se ainda não o fez), que não desdramatize a situação, que não a culpe exclusivamente a si, esperando que esqueça o assunto de um dia para o outro. Se fez alguma coisa que possa ter contribuído para essa infidelidade, tem de assumir a sua quota-parte da responsabilidade. Este será um processo longo e árduo, onde também você terá de se questionar acerca do seu papel na relação e como melhorá-la. Se, por outro lado, optou por terminar a relação, esta será uma fase de intensa solidão, mas é importante reagir: procurar novos interesses, um novo sentido na vida, sem necessariamente ir a correr para os braços de outro homem (não estará preparada por um novo envolvimento emocional). O importante é não fechar-se em casa, deixando-se entregue à sua tristeza – quanto mais fizer isto, mais difícil será seguir em frente.

2. Voltar a confiar. Uma comunicação aberta e franca sobre tudo aquilo que aconteceu, o que sentiram e o que sentem agora é meio caminho andado para voltar a estabelecer uma relação de confiança. O regresso a um dia-a-dia onde o seu esposo está nitidamente se esforçando para se redimir e voltar a solidificar a vossa relação é um bom sinal. Da sua parte, também terá de estar preparada para perdoar e para não dificultar uma situação que por si só já é complicada. Mais uma vez, este será um processo moroso e contínuo, mas que pode ser apoiado pelo estabelecimento de uma nova data para o vosso aniversário, uma mudança no vosso estilo de vida, a instituição de uma nova forma de comunicação, entre outros. O ideal não é procurar a relação que tinham, mas sim começar de novo.

3. Lembranças e memórias. O que nunca vai poder apagar da mente serão nomes, lugares, ou momentos que vão recordar a altura em que o seu companheiro foi infiel: pode ser uma música muito popular naquela época ou o restaurante pelo qual passa quando vai ao dentista e onde sabe que eles jantaram frequentemente. Estas lembranças podem surgir a qualquer momento e não há nada que possa fazer para as evitar, apenas evite ficar obcecada com coisas que estão agora no passado, que não pode mudar e que no fundo está a tentar esquecer e enterrar.

4. Estabelecer objetivos realistas. Quer queira, quer não, a relação com o seu parceiro nunca será como antes. Mas, tenho uma boa notícia: Com o tempo poderá até ser melhor. Mas, no momento, você terá de questionar-se: consigo viver com esta nova realidade? Vou conseguir perdoar o meu companheiro e não falar sobre a sua traição todos os dias? Confio nele? Ele já assumiu a sua responsabilidade, a sua culpa? Tem-se dedicado à reconciliação? Foi totalmente honesto quando disse que nunca mais voltaria a acontecer nada semelhante? Se sim, a reconciliação é um objetivo realista. Se, por outro lado, o seu parceiro continua a desmentir o seu caso amoroso, não responde às suas perguntas, continua a agir de forma suspeita e/ou mantém o contato com a outra mulher, terá de avaliar se vai conseguir viver assim. Talvez a reconciliação não seja uma meta razoável. Terá de pensar em si. Coloque-se em primeiro lugar.

5. O novo eu. Com ou sem o seu esposo, você pode se recuperar e bem. Vai demorar o seu tempo, mas sairá deste momento horrível uma pessoa mais forte, mais saudável, mais atenta. As lições mais importantes a retirar são:
· Não pode entregar a sua felicidade numa bandeja a outra pessoa, nem estar totalmente dependente do seu parceiro, seja ele quem for.
· Cultive os seus próprios interesses, fique próximo da família, amigos e comunidade de fé;
· DECIDA SOBREVIVER, construa uma rede de apoio;
· Seja como for, com a ajuda de Deus e força de vontade, você terá uma preciosa lição de vida e de crescimento pessoal, que futuramente poderá até ajudar outras pessoas.

Concluindo:

1. Se resolver perdoar, evite as constantes cobranças, lembranças e vingança subliminar. Como vingança subliminar eu quero dizer aquela situação onde você expõe a pessoa em público, ainda que seja pra contar que você o perdoou.
2. Creio que a restauração é um passo possível e muitas pessoas que passaram por esta experiência dramática tiveram seus relacionamentos restaurados. É plenamente possível.
3. Outra coisa. A decisão de restauração do casamento ou não deve ser exclusivamente das partes envolvidas. Deve-se evitar tomar decisões baseadas em opiniões de terceiros, sem a plena convicção dos reais interessados.
4. Um texto bíblico interessante para quem quer buscar a restauração é Jeremias 18:1 a 6

Jeremias 18

1
A palavra do SENHOR, que veio a Jeremias, dizendo:
2
Levanta-te, e desce à casa do oleiro, e lá te farei ouvir as minhas palavras.
3
E desci à casa do oleiro, e eis que ele estava fazendo a sua obra sobre as rodas,
4
Como o vaso, que ele fazia de barro, quebrou-se na mão do oleiro, tornou a fazer dele outro vaso, conforme o que pareceu bem aos olhos do oleiro fazer.
5
Então veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
6
Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? diz o SENHOR. Eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel.